Crônica: De quem é a Sonesp, afinal?

Roberto Colichio GabarraO colega me alertou:

- Estão usando a SONESP. Estive em um congresso recente e ouvi pessoas falando em nome da SONESP.

- Como assim? Ofereceram algum serviço da SONESP? Solicitaram alguma colaboração?

- Ah, isto não sei, mas falavam como se fossem executivos de uma empresa. Isto não o preocupa?

- Muito pelo contrário. É bom que se sintam representantes, donos proprietários. Melhor seria se todos “sonespianos” pensassem assim. Não apenas pensassem, mas agissem como tal. Na verdade somos todos donos da SONESP. Não é uma associação? Associação é como uma sociedade. Aliás, éramos uma sociedade. Só mudou o nome para associação em virtude de uma regulamentação superior, por força de lei. E como sociedade todos sócios são donos.

- Mas ser sócio não lhes dá o direito de negociar.

- Depende.  Se for para oferecer serviços da SONESP, nada contra. E, modéstia à parte, em matéria de serviços temos o melhor! Afinal podemos fazer eventos, promover palestras, dar o que se tem de melhor em neurocirurgia. Temos um excepcional elenco de profissionais do ramo. Temos equipes para os meios e para os fins.

- Mas, poderiam solicitar algo em troca.

- Mesmo assim, nada contra, se as mercadorias forem informações científicas, técnicas ou acadêmicas. Poderia ser até compensações pecuniárias se não houvesse conflito de interesses. Afinal a SONESP precisa de patrocínios para seus eventos.

- Então nem precisa de diretoria, presidente e tudo mais!

- Na verdade a diretoria é apenas uma executora da vontade dos associados. Uma representante dos reais proprietários. Não se preocupe colega, temos o maior orgulho em sermos todos “donos” da SONESP.

Roberto Colichio Gabarra

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